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Sumiço do Sr Romildo Hilarino no cerrado

Sumiço do Sr Romildo Hilarino no cerrado

Contarei aqui uma história não muito engraçada, talvez fosse uma tragédia caso não tivesse terminado bem.
Meu pai gostava de caçar e pescar. Neste dia era uma caça, e as vezes ele nos levava com ele. Não me lembro se estávamos todos os irmãos e mamãe também, o que me lembro é que estava o Senhor Romildo Hilarino e o pai dele Sr Zé Vaquiero, sei que muitos de vcs se lembram dele, acho q ele tinha um bar depois do muro que ficava ao lado da casa dos Zanini, que separava a vila do outro lado de Ponte Alta. A vila de casas da fábrica era separada por muros e mataburros. Todos se lembram disso né?
Bem... voltando a minha história, deveria estar também o Raul que era grande companheiro das caças de meu pai. Eles caçavam veados, codornas e outros bichos do cerrado que ladeava a BR262. Neste dia fomos pela BR262, parou o carro na estrada e enquanto os homens entravam cerrado a dentro nós as crianças ficávamos colhendo gabiroba, jatobá e vários outros frutos deliciosos que tinham naquele cerrado.
Depois de algumas horas voltaram meu pai, o Sr Zé Vaqyueiro e Raul que não tenho muita certeza se estava, e o Sr Romildo não voltou com eles. Fomos para a rodovia e esperamos por ele.
O tempo de espera já era grande demais e uma certa preocupação começou a surgir no ar.
Eles sabiam que era fácil se perder por ali, pois tudo era muito igual, árvores baixas, troncos retorcidos e uma matinha baixinha cobrindo todo o chão. Quando a gente olhava tudo parecia igual, as árvores pareciam se repetir e sempre ouve uma precaução no sentido de não se afastarem demais para que não se perdessem.
Depois de tanto tempo de espera o a tarde caindo os pensamentos se tornaram certos de que o Sr Romildo estaria perdido.
Todos começaram a gritar pelo seu nome. Os homens entraram separadamente no cerradão todos gritando muito alto ROMILDOOOOO.
Então surgiu a ideía de voltar pela estrada e entrar numa estrada de terra que ligava Ponte Alta ao Rio Claro, pois poderia acontecer dele ter seguido linha reta e só poderia ir dar na tal estradinha do Rio Claro.
Foi dito e certo. Logo mais na frente encontramos Sr Romildo na estrada e um grande alívio surgiu no coração de todos.

No dia dos pais tenho por costume ir almoçar com Sr Romildo que é a coisa que me dá a sensação de estar mais perto de papai.

No último dia dos pais contei a ele esta história que na primeira vez escrevi achando q era o pai dele que havia se perdido no cerrado e ele me corrigiu dizendo que tinha sido ele mesmo, por isto fiz algumas correções na história.

Nós dois rimos muito deste fato e ele ficou surpreso com minha lembrança de algo que ele já havia esquecido.

Cristina Castanheira

Grupo Astros e Estrelas de Ponte AlTa/Facebook