Ponte Alta...nossa terra... nossa gente...nossos valores.

Nostalgia...

Nostalgia...

 

Hoje amanheci poético

sol que nasce lá "pras bandas" de Sacramento

Veio iluminar esse instante.

silêncio é quebrado pela sirene da Fábrica,

Anunciando as horas: 07:20.

Dia de Trabalho; mesmo sendo sábado.

Começo a escrever no intuito de querer

Falar de Ponte Alta

Que não me viu nascer, mas que aprendi a gostar.

Quem sabe discorrer sobre o passado

Vivenciar o presente e procurar imaginar para essa

terra,

Um futuro promissor.

Dizer aos amigos residentes deste mesmo lugar

Que devemos levantar a voz, e num discurso de

improviso,

Lembrar com orgulho que somos de Uberaba sim,

braço direito com certeza, para sermos modestos.

Que somos fortes o suficiente para construirmos

Qualquer templo com Cimento de primeira

grandeza.

um exemplo dessa estrutura é a Escola Gastão,

De onde muitos saíram para enfrentar a vida,

profissionalmente.

Ah! Ponte Alta, seu dia a dia conhecemos bem

À noite procurar o lazer que nos é dado:

Na escola furtar um flerte no recreio;

Uma sacada perfeita e a sinuca do João;

No Djalma a costela, no Ivan a pizza

no Marega, o churrasquinho e o truco.

"Passa pra dentro menino, senão eu chamo o

Galeno".

E que nada! Galeno hora dessas deve estar

perambulando por aí,

Grudado no seu radinho de pilhas.

no Domingo? Ah! Domingo tem missa,

Macarronada e frango caipira

Tem também futebol.

a explosão do gol? — Nelinho, de falta.

No meio do alvoroço, um grito chama atenção:

"Volta Elbas, não podemos perder o meio campo"

É o treinador "Soi Zé", apontador.

esse calor!

Bobagem, quem não puder ir no Rio Claro

A Cachoeirinha está logo ali.

Seu povo aí está: solidário e às vezes arredio

Mas sempre trazendo no peito o amor pelo seu

torrão.

Seu gado, as lavouras e seus agropecuaristas.

Ah! Se não fossem eles, qual mesa seria farta?

para os filhos que partiram? — A saudade e a oração.

Seria imprudente esquecê-los, e impossibilitando de

citar todos, fico no resumo:

O carinho e a ternura de Dona Mocinha,

A força e a garra da Neusa Jorge,

O brilho da voz de Silveira e Silverinha

o semblante fraterno do Bicó, o Sr. Dário.

Ah! Garotada de outrora,

Querem que eu fale do ventríloquo Sr. Camilo

seu boneco Jacinto. Está dito.

Que a glória dos Céus seja a nova morada de todos

eles.

escrevendo assim a gente se torna nostálgico...

 *** Munir Jacob***