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"Barão da Ponte Alta"

"Barão da Ponte Alta"

 No titulo de desse nobre muitos dizem que está origem do nome da comunidade Rural de Ponte Alta e também no ribeirão que corta a comunidade que tem o nome de ribeirão Ponte Alta.

Dizem que as margens do ribeirão  servia de encontro de negociantes para tratar de negócios.

Embora se sabe que Ponte Alta se ergueu nas imensas propriedades que no passado pertenceram ao Barão; o seu titulo de barão não se refere a região e sim  a um porto de recebimento de mercadorias que ele possuía às margens do rio grande, provavelmente próximo a Delta, que era conhecido como ponte alta, um local muito propicio para comércio entre Minas e São Paulo. E a biografia do barão está relacionada a outras cidades próximas como Conquista,  Sacramento e Franca. O barão também foi responsável pelo desenvolvimento  de Uberaba e região, pois foi um bom comerciante e influente politico.

Já o nome  da comunidade Ponte Alta , acredita ser porque no passado a localidade ter sido de sua propriedade.

No último quartel do século dezoito, nasceu no Arraial de São Luiz e Santana das Minas do Paracatu, Ludovina Clara dos Santos, filha de pais ignorados, provavelmente gente do povo, de origem humilde. Em 1803, tem um filho natural, Teodósio Manuel Soares de Souza. O pai do menino, Antônio Carlos Soares de Souza, era filho do último Guarda - mor das Minas do Paracatu, o português Francisco Manuel Soares de Souza Viana e de Romana Francisca de Moura Portela, família das principais do lugar. Dentre seus irmãos, José Antonio Soares de Souza, nascido em Paracatu em1780, tornou-se médico pela Universidade de Paris em 1809, e foi o pai do Visconde do Uruguai, Paulino José Soares de Souza; outro irmão, Bernardo Belizário Soares de Souza, nascido em 1799, foi advogado e desembargador do paço imperial, deputado provincial pelo Rio de Janeiro. Foi o pai do Conselheiro do Império Francisco Belizário Soares de Souza. Portanto, o menino Teodósio, embora sem a presença da mãe, foi criado em uma família de homens letrados e cultos, tendo, por conseguinte, uma educação esmerada. Estudou as primeiras Letras e Gramática Latina em Paracatu com o professor padre João Gaspar Esteves Roiz, notável latinista. Posteriormente, tornou-se advogado, formado pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco de São Paulo, em 1835. Nomeado o primeiro juiz de direito de Paracatu em 1838, participou ativamente dos embates políticos na cidade entre liberais e conservadores, ele do grupo conservador. Foi casado com sua prima Francisca Soares de Sousa, e em 1870 já era falecido. Voltando à Ludovina Clara dos Santos, ela vai aparecer no Arraial de Desemboque,quando tem o filho Antônio Elói Casimiro de Araújo,futuro Barão da Ponte Alta, fruto de seu relacionamento sacrílego com o Cônego Hermógenes Casimiro de Araújo Brunswick, natural do Serro do Frio, filho do português Manoel Ferreira de Araújo e de Joaquina Rosa de Santana. O cônego Hermógenes, nascido em 20 de Abril de 1785 foi ordenado padre em 1810 em São Paulo, se fixando no Arraial de Desemboque, onde foi pároco durante 47 anos, até sua morte em 1861. Homem culto foi professor, advogado provisionado e político. Latifundiário, dono da fazenda Nova Suécia, onde morava com a família, foi um típico sacerdote dos sertões mineiros, sendo um dos pioneiros desbravadores do Sertão da Farinha Podre. Tenente coronel da Guarda Nacional foi vereador em Desemboque, deputado provincial e geral do Império, entre os anos de 1850 e 1861. Em 1822 foi eleito deputado às côrtes de Lisboa, mas não tomou posse, porque Minas se recusou a enviar seus representantes devido a independência do Brasil. Como a maioria dos padres de sua época, teve nove filhos naturais com mulheres diferentes, reconhecendo todos eles. Com Ludovina, houve outros filhos, mas vamos citar somente a filha Maria Casimira de Araújo Sampaio, que foi a mulher do Tenente coronel Antonio Borges de Sampaio, considerado o primeiro historiador de Uberaba e biógrafo do Barão da Ponte Alta, seu cunhado. O coronel Sampaio, omitiu a verdadeira paternidade tanto de sua mulher, como a do Barão, citando-os como filhos naturais de Ludovina. Ignoramos as razões para tal atitude.

 Quanto a Antônio Elói Casimiro de Araújo, sabe-se que ele nasceu em 16 de maio de 1816 no Arraial de Desemboque, que teve somente instrução primária, e jovem ainda, radicou em Uberaba, onde casou com Marcolina Florinda da Silva e Oliveira, filha de Joaquim da Silva e Oliveira, considerado o homem mais rico do Brasil Central à época. Na sesmaria da Ponte Alta, fundou a fazenda Correguinho, próspera na criação de gado e lavouras, bem como no fabrico de produtos agrícolas de largo consumo. Comerciante, estabeleceu um entreposto na Ponte Alta, que era passagem obrigatória de mercadorias de São Paulo destinado a região e a Goiás. Tornou-se um verdadeiro potentado naquela vasta e rica área do sertão mineiro.

 

Foi líder do partido liberal, ocupando diversos cargos nas esferas do poder em Uberaba. Na área militar, foi alferes e coronel da Guarda Nacional, tendo participação importante na Guerra do Paraguai. Deputado provincial em uma legislatura. Agraciado com as comendas da Ordem de Cristo, de Oficial da Ordem da Rosa, e finalmente por decreto imperial de 1879, com o título de Barão da Ponte Alta, pelos relevantes serviços prestados ao governo imperial. Casou duas vezes, e teve dezessete filhos de ambos os leitos. Faleceu em 1903.